Como surgem as doenças e como a Técnica de Mobilização do Qi Mental pode curar

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Conviver com a fragilidade inerente à condição humana, que pode ser extinta por um evento imprevisível e tantas vezes aleatório como a doença, é inaceitável para muitos. E há quem diga que atirar nos subterrâneos da consciência a culpa das moléstias que nos afligem, é ignorância em estado bruto, bem como superestimar os poderes da mente na gênese e no tratamento delas.

Em contrapartida, até mesmo os mais céticos quanto aos poderes da mente, frente às bactérias desinteressadas daquilo em que pensam seus hospedeiros, são convictos de que a psique interfere e é influenciada por todos os processos orgânicos. Isso significa compreender que existe uma unidade entre corpo e mente. E o que afeta um, interfere no outro.

Existe um lugar onde todas as coisas começam, um lugar de pura energia, que simplesmente “é”. Nessa incubadora quântica da realidade, todas as coisas são possíveis. Nosso sucesso pessoal, nossa abundância, a cura de nossas falhas, nossas carências e doenças, nossos maiores medos e desejos mais profundos, absolutamente tudo tem início nesse “caldo” potencial.

“A ciência não pode resolver o derradeiro mistério da natureza. E isso porque, em última análise, nós mesmos somos […] parte do mistério que tentamos resolver.” Max Planck (1858-1947), físico.

Para a Medicina Tradicional Chinesa, tudo está interligado e funcionando em uma grande e harmoniosa intenção, por isso quando a doença se manifesta é um processo constituído por três fases distintas de desequilíbrio e desarmonia:

ENERGÉTICA, FUNCIONAL E ORGÂNICA

Evolução de uma desarmonia que gera a doença
Evolução de uma desarmonia que gera a doença

ENERGÉTICA: o cansaço, a falta de energia, a perda de memória e a dificuldade de concentração são sinais de que há um desequilíbrio energético no organismo. Por não trazer muitos sintomas clínicos, o problema dificilmente é identificado em exames médicos convencionais. O aumento dessa desarmonia no corpo faz a doença progredir para a próxima etapa.

FUNCIONAL: é quando começam a ser percebidas alterações no funcionamento dos órgãos, o que acarreta em inflamações. Trata-se de quadros de gastrite, insônia, tontura, depressão e dor. Exames identificam pequenas alterações, mas nem sempre explicam o que realmente está ocorrendo com o organismo. Medicamentos ajudam a controlar os sintomas, mas o corpo permanece em desequilíbrio.

ORGÂNICA: a evolução de alterações no quadro funcional faz com que lesões sejam instaladas no organismo, o que pode levar o indivíduo a sofrer, por exemplo, acidente vascular cerebral (AVC), artrose, câncer ou infarto. Nesse ponto, as alterações são identificadas em exames e até podem ser recomendadas cirurgias.

É fato que a medicina como a conhecemos hoje, deriva da cultura ocidental moderna que pouco leva em consideração os aspectos emocionais do indivíduo, concentrando-se apenas em curar a dor, sem tempo e conhecimento necessários para investigar suas causas, o que tem sido, segundo o Prof. Dr. Ysao Yamamura, Professor Associado Livre Docente e Chefe do Setor de Medicina Chinesa-Acupuntura do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), o maior empecilho para fazer da Acupuntura uma Disciplina da Medicina:

Isso se faz necessário porque não podemos agregar-nos à outras disciplinas, uma vez que tratamos o indivíduo, desde antes de seu nascimento até a velhice”.

Ele afirma que ainda há questões políticas a serem vencidas para tornar a Acupuntura uma disciplina da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), mas muitos já reconhecem a contribuição da Medicina Chinesa e da Acupuntura para a cultura médica ocidental.

O que é a Técnica de Mobilização do Qi Mental?

Para compreender como funciona a técnica, entrevistamos seu criador, Dr. Ysao Yamamura, que há mais de 40 anos, vem questionando os porquês de pacientes que se recuperam com sucesso e outros não.

Certa vez, ele havia operado dois homens de hérnia de disco lombar, sendo que ambos estavam nas mesmas condições do exame clínico. Entretanto, um se recuperara com sucesso e o outro continuara com as mesmas dores. Na empreitada de descobrir o que havia de errado com o tratamento, observou que o problema não era o tratamento em si, e sim os pacientes que eram diferentes. E mais, o que fazia um paciente ser diferente do outro era seu estilo de vida e suas emoções. Veja o que ele explica na entrevista.

 

A teoria das emoções não se restringe, atualmente, à Medicina Chinesa. Ela compõe toda a gama de estudos da Neurociência, Psicologia, Neurolinguística e de muitas outras vertentes científicas, advindas dessas ciências que estão em pauta há décadas, mas somente agora, sabe-se que, além das emoções, o que comemos e bebemos, influi diretamente no nosso comportamento emocional, podendo originar doenças graves e crônicas.

Embora, naquele tempo, 4 mil anos atrás, os chineses já soubessem que as emoções são fatores que podem causar doenças, hoje nós damos muito mais valor ao estado emocional passado e presente do paciente. Acredito que daqui mais dez ou vinte anos a maioria dos médicos já tenha se conscientizado de como é importante tratar o ser humano por inteiro”, enfatiza Dr. Ysao Yamamura

Fatores que provocam estado de tristeza, desde a infância ou período intra-uterino, podem predispor à asma brônquica e, posteriormente, desenvolver bronquite crônica e enfisema pulmonar, enquanto que, tristezas causadas por eventos recentes como doença grave na família, podem ser a causa de dores no ombro, pois a pessoa que vive o problema se sente impotente diante da situação. E que o sentimento de impotência se manifesta através do pensamento/emoção “Eu quero fazer algo para ajudar, mas não posso”.

Já os estados de raiva e revolta podem ser a causa de várias manifestações clínicas como dor de garganta, dor braquial, dor lombar, parestesia, dor na lateral do membro inferior, aperto no peito. Essas manifestações dependem do sentido que a mente dá às emoções de raiva ou revolta. Se é “Eu quero fazer, mas não posso”, pode ocorrer o aparecimento de dor no ombro e dor braquial ou dor nas articulações do membro superior. Se é “eu tenho que aturar isso”, pode manifestar-se como dor lombar.

As emoções que a mãe sente, o bebê também sente

Emoções que as mulheres sentem quando estão grávidasAs emoções que a mãe sente, o bebê também sente

O trabalho com as emoções tem se mostrado eficiente na cura de dores e doenças, como também tem revelado a origem de más formações em crianças. Graças às pesquisas e estudos que Dr. Ysao vem realizando, juntamente com sua equipe, ele explica que essas más formações podem ser causadas por emoções que as mulheres sentem, mesmo antes de saberem que estão grávidas.

Quando a mulher sabe que espera um bebê, ela toma mais cuidados, porém no período que vai da fecundação até ela saber que vai ser mãe, os cuidados não são os mesmos, e muitas não tomam cuidado algum.

mulheres que enfrentam situações de sofrimento, conflito e estresse mesmo antes de saberem que estão grávidasEle relata que tem visto, com frequência, crianças com problemas de má formação, decorrentes do estado emocional de mulheres que enfrentam situações de sofrimento, conflito e estresse, em função de brigas com seus parceiros ou outras pessoas da família, que acabam por gerar sentimentos como raiva, revolta, medo, vontade de morrer. “Quando esses sentimentos afloram no período em que o feto está em formação, antes mesmo do diagnóstico de gravidez, podem surgir malformação congênita do coração, da coluna vertebral e dos rins”, explica.

Como a mente auxilia o corpo na Acupuntura

Para compreender a abordagem emocional da doença na Acupuntura, Dr. Ysao esclarece que ao inserir a agulha no corpo do paciente, o estímulo vai para o sistema nervoso, dentro da área do sistema límbico, que por sua vez, libera os neurotransmissores que fazem efeito no corpo. “É uma via de mão dupla, explica, – as agulhas ajudam e a mente também. A Acupuntura sozinha não resolve problemas emocionais, mas a cura acontece se houver o auxílio e a interação da mente”.

Ele e sua equipe vem coletando dados e estudando diferentes tipos de casos a fim de que os médicos do futuro aprendam sobre como evitar essas doenças, inclusive disponibilizando mais informações para as mulheres, e não apenas tentando curar doenças já estabelecidas. Para finalizar, vale citar Amit Goswami (físico): “Quando nos compreendemos, quando compreendemos  a nossa consciência,  compreendemos também o universo  e a separação desaparece.”

Por Maria Alice Guedes 

Observação: Sob todos esses aspectos que levam em consideração a unidade do Ser, vale concluir com um texto de autor desconhecido, com ampla visão sobre:

A arte de não adoecer

Se não quiser adoecer: “Fale de seus sentimentos”

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..

Se não quiser adoecer – “Tome decisão”

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer – “Busque soluções”

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro.Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer – “Aceite-se”

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer – “Confie”

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer – “Não viva SEMPRE triste!”

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. O bom humor nos salva das mãos do doutor. Alegria é saúde e terapia.

 

Veja também Médicos precisam desenvolver habilidades mais amplas de empatia

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