Dor causada pela chikungunya é atenuada pela acupuntura em Feira de Santana

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Uma vez por semana, pessoas que contraíram chikungunya e ficaram com sequelas, especialmente dores nas articulações, recebem um tratamento especial, em Feira de Santana, na Bahia. Sessões de acupuntura diminuem sensivelmente essas dores, melhorando a qualidade de vida de quem ainda sofre com alguns dos sintomas. O atendimento é feito de forma coletiva, no auditório Dr. João Batista de Cerqueira, pela Secretaria Municipal de Saúde.

O serviço foi implantado em 2015. Cada uma das dez sessões dura em média de 20 a 30 minutos. Aliado a consulta com infectologista, foi uma alternativa encontrada pela Divisão de Vigilância Epidemiológica para amenizar o sofrimento dos pacientes, que além das dores, apresentam inchaços nas articulações, cãibras e limitações dos movimentos.

São em média 40 pessoas, entre homens e mulheres, que para serem atendidas passaram por consulta com o infectologista e triagem. “São pacientes que já não respondem ao tratamento com medicamentos – analgésicos e anti-inflamatórios”, afirmou a médica acupunturista Arabi Xinguara.

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Segundo ela, esse não é um método alternativo para tratar a doença, mas uma especialidade. “Feira de Santana foi o primeiro município a usar a acupuntura em pacientes com chikungunya. As primeiras sessões tiveram início em 2015, quando começaram aparecer os primeiros casos da doença no município”, afirma.

Durante a sessão são colocadas 10 agulhas no corpo do paciente – o incômodo se assemelha a uma picada de formiga. São escolhidos pontos, aqueles considerados os melhores: entre o cotovelo e a mão, e, dos joelhos aos pés. Essas agulhas não agem necessariamente no ponto da dor. “As agulhas são distribuídas em pontos dos meridianos de acupuntura, de acordo com a medicina chinesa”, esclarece.

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“Isso favorece para o bom desempenho do tratamento, porque os pacientes podem conversar, compartilham suas dores, se interagem e relaxam”, observa Arabi Xinguara. A médica explica que as agulhas agem na estimulação de neurotransmissores, provocando equilíbrio no corpo do paciente. Reduz edemas, diminui o processo inflamatório, melhora o sono, provoca o relaxamento muscular e, com isso, diminui os sintomas da depressão e das dores.

“Os pacientes acometidos pela febre chikungunya apresentam dores consideradas migratórias. Às vezes estão concentradas nos joelhos, deslocam para os tornozelos, depois podem apresentar nos cotovelos e também migrar para as mãos”, pontua.

Pacientes relatam melhora, com tratamento

A autônoma Eletides Teles, 68 anos, teve febre chikungunya há dois anos, mas ainda hoje enfrenta as sequelas da doença, que é transmitida pelo mosquito aedes aegypti. Por conta das dores insistentes nas articulações não consegue mais trabalhar fora de casa. Quando os dias esfriam, as queixas são inevitáveis e nem mesmo as medicações prescritas pelo médico fazem efeito. Com isso, ela recorre às sessões de acupuntura, na Secretaria Municipal de Saúde.

“Fiz minhas primeiras sessões de acupuntura há quase um ano. Estava bem melhor, me sentia outra pessoa, inclusive tinha voltado a usar saltos. Mas, com o frio, as dores voltaram – não com a mesma intensidade – e, por isso, precisei recorrer novamente à acupuntura. Graças a Deus, com algumas sessões já sinto os resultados”, conta Eletildes.

Além dela, outros pacientes na fase subaguda e crônica da doença – quando os sintomas persistem mais de três meses – estão sendo submetidos à acupuntura. É o caso da costureira Genilda dos Santos, que precisava de apoio para caminhar até passar pelas primeiras sessões. “Com a doença fiquei impedida de fazer até mesmo as atividades domésticas”, lamenta.

Fonte: site

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